Editorial de Maio 2016

O PERIGO DO EVANGELHO TERAPEUTICO.
Paulo destacou em Romanos 1:16 uma das verdades impactantes e desafiadoras para a Igreja e seus lideres, quando disse: ¨Eu não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego¨. Este era o tema da Igreja primitiva e das Igrejas que amam a verdade bíblica na sua essência. Mas a grande maioria das Igrejas modernas mudaram o seu curso. Seus lideres decidiram satisfazer os intuitos impulsivos humanos ao invés de convocar os homens ao arrependimento. Decidiram flexibilizar a mensagem em favor de suas demandas, ao invés de proclamar aquilo que é superior, santo e a dura liberdade da fé que opera através do amor.
A exemplo bíblica e a mensagem de Jesus são considerados muito duros para almas frágeis e a Igreja decidiu facilitar as coisas, dando um evangelho terapêutico e não aquele que cura totalmente a vida espiritual do ser humano. O homem passou algo de seu interesse, mas para alívio psicológico do que para salvação de sua alma. Veja o que alguns dizem:
¨Eu quero me sentir amado pelo que sou, que tenham pena pelo que já sofri, sentir-me intimamente compreendido, ser incondicionalmente aceito¨.
¨Eu quero experimentar um senso de significado pessoal e relevância, ser bem sucedido na minha carreira, saber o que me move, deixar minha marca no mundo¨.
¨Eu quero aumentar a minha auto-estima, afirmar que está tudo bem comigo, estar hábil e articular as minhas opiniões e desejos¨.
¨Eu quero ser entretido, sentir prazer na infinita enxurrada de performances que deleitam os meus olhos e encantam os meus ouvidos¨.
¨Eu quero sentir aventura, excitação, ação, paixão, pois quero experimentar a vida alucinada e dinamicamente¨.
Note querido irmão, que estas manifestações e desejos são de inteira satisfação pessoal, pensamento de um evangelho terapêutico, mas nunca de um evangelho de salvação através de graça e misericórdia de Deus. Esse não é o Evangelho Bíblico, porque o Evangelho de Cristo é aquele da encarnação, da crucificação, da ressurreição e da glória.
Pergunto qual evangelho você vai viver? Que você vai pregar? Quais necessidades você vai trazer a tona e apresentar às pessoas? Qual cristo será o Cristo do seu povo? Ele vai ser um ¨cristozinho¨ que vai massagear as suas demandas? Ou o Cristo que vira o mundo de cabeça para baixo e faz nova todas as coisas?. Gostaria de convocar, primeiro para viver o evangelho do arrependimento, da fé e da transformação na imagem do filho de Deus e depois para proclamar o evangelho do Dia que se aproxima quando a vida eterna e a morte eterna serão reveladas, o eminente Dia de Cristo.
Quero finalizar este pensamento demonstrando a você que a idéia atual do evangelho terapêutico soa compassivo no primeiro momento. Mostra-se extremamente sensível aos pontos nos quais a dor e a decepção são mais acentuadas. Porém, no fim, ele é cruel e desprovido de Cristo, centrado no homem. Ele não adota um auto conhecimento real. Não reescreve o roteiro do mundo. Não Gera orações e canções.
Nós não precisamos ser menos sensíveis, mas sim mais perspicazes. Jesus vira as demandas humanas de cabeça para baixo, gerando orações. Ele é a inefável Dádiva das dádivas, gerando canções de louvor. E Ele concede todas as boas dádivas, tanto hoje como sempre.
Portanto que todo joelho se dobre e que tudo que tem fôlego louve ao Senhor.
Pense nisso!

Pr. WILLIAM MARTNEZ BATISTA

facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail

Deixe uma resposta